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Google e Harvard lançam mapa 3D do cérebro humano

Postado em 14/05/2024 por Sistema Plug

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Fonte imagem capa:Foto: Google Research & Lichtman Lab

O mundo da ciência tem presenciado uma verdadeira revolução com a integração de tecnologias de inteligência artificial nos mais diversos campos, incluindo a neurociência. Uma colaboração entre pesquisadores de Harvard, Google e outros parceiros resultou no desenvolvimento de um mapa do cérebro em 3D. Este avanço, publicado na revista Science, representa não apenas um marco na pesquisa cerebral, mas também destaca o potencial da IA em compreender complexidades biológicas que antes pareciam inalcançáveis.Como a Inteligência Artificial Está Transformando o Estudo do Cérebro Humano?


A pesquisa recente ilustra o uso de modelos de inteligência artificial para costurar imagens de microscópio, reconstruindo uma amostra completa em 3D. O foco do estudo é um milímetro cúbico de tecido cerebral, cuja análise gerou impressionantes 1.4 petabytes de dados. A capacidade de visualizar e analisar uma quantidade tão vasta de informações é fundamental para desvendar os mistérios da conectividade cerebral e da função neuronal.


Qual é a Relevância das Novas Descobertas no Cérebro Humano?


De acordo com Viren Jain, neurocientista do Google e co-autor do estudo, a experiência de explorar esses dados é quase espiritual. A equipe de pesquisa conseguiu observar sinapses individuais e expandir a visão para milhões de outras conexões, rendendo uma perspectiva inédita da complexidade do cérebro humano. Esta investigação não só abre portas para entender melhor a epilepsia, a condição que levou à remoção do tecido cerebral da paciente estudada, mas também estabelece uma nova metodologia para futuros estudos sobre outras doenças neurológicas.


Quais São os Próximos Passos na Pesquisa Cerebral com IA?


O trabalho de uma década culminou na disponibilização pública do conjunto de dados e de uma ferramenta de visualização chamada Neurglancer. Os cientistas agora podem acessar e explorar esses dados para conduzir suas próprias análises, potencialmente acelerando novas descobertas no campo da neurociência. Além disso, o projeto também destacou que as células gliais superam os neurônios em uma proporção de 2 para 1, uma revelação que pode ajustar as futuras pesquisas sobre o papel dessas células no cérebro.


Impacto Futuro e Colaborações Internacionais


À medida que o projeto avança, espera-se que a colaboração entre instituições acadêmicas e empresas de tecnologia continue crescendo. Essas parcerias são essenciais para lidar com os desafios logísticos e computacionais envolvidos no mapeamento cerebral em escalas tão detalhadas. Com o avanço da inteligência artificial e a melhoria das técnicas de imagem, os cientistas estão cada vez mais equipados para explorar a vasta rede de conexões que define a experiência humana.